segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Natal e Ano Novo


Segundo fim de ano fora de casa, mesmo que com muita saudade da família é muito bom. Ano passado no inverno de Pittsburgh e Nova Iorque e neste ano no verão de Maputo e Vilanculos.

Eu,Luísa e Maurício saímos de Chiúta no dia 14 de dezembro e depois dos nossos dois dias de viagem chegamos em Maputo. E trabalhamos alguns dias na tradução de relatórios, até que nossos colegas de Michigan que estão em outros projetos se juntaram a nós.

Dia 21 saímos e fomos ao centro de Moçambique. Conhecemos um lugar chamado Fortaleza, com vários canhões da época da guerra de libertação. E ali perto estava o “Maputo Shopping”, foi quando atacamos pizzas e eu comi sorvete depois de 4 meses, muito tempo para mim...louca por doces! Haha

Mas no dia seguinte é que eu me diverti em Maputo...fomos á uma feirinha de artesanato em uma praça, muitas coisas lindas! E os vendedores vinham e ofereciam um preço, mas eu dizia que estava caro então ele ofereciam outro preço e no fim saí com várias coisinhas e... 2 REAIS!

Estava quase indo embora e um dos vendedores chegou “Amiga brasileira, amiga brasileira! Troca para mim!” Olhei e eram 2 Reais.Pensei que seria um pouco complicado para ele trocar um valor tão baixo em uma casa de câmbio. “Ok, 30 Meticais para você e os 2 Reais para mim.”

Depois pegamos a querida “Chapa” e fomos para a Junta, uma rodoviária de chapas. Queríamos comprar a passagem de ônibus para Vilanculus, mas não era possível. Somente na hora.

Então voltamos ao shopping e...cinema! Em 3D!Realmente não imaginei que iria ao cinema aqui,mas foi muito, muito legal! Então, estou desinformada de todos outros lançamentos, mas “O Hobbit” eu vi. Hahaha

Na noite do 24 de dezembro fizemos um jantar bem simples e bem gostoso. Comemos e ficamos conversando, cada um contando um pouco como o natal é comemorado em seu país e como é a sensação do segundo fim de ano seguido fora de casa, para 5 pessoas do nosso grupo de 7.



Dia 25 foi para arrumar as malas e descansar, porque as 4 da manhã do dia 26 de dezembro já estávamos dentro do ônibus chapa partindo para Vilanculus. Eu dormi, ou fingi que estava dormindo o tempo todo, era melhor.
As 2 da tarde chegamos na vila, andamos um pouco e no caminho do hostel de para ver o Oceano Índico, ainda não vi nada igual. Diferentes tons de azul e um pouco de verde. Maravilhoso.
Chegando ao hostel, The Beach Village,  fiquei super animada, eram quartos com 4 camas e banheiro comum, mas tudo bem limpo e organizado, uma piscina e o mar ali, bem em frente.



Foi realmente maravilhoso, dormia no máximo 5 horas e não me importava, queria aproveitar ao máximo esse lugar.
Tivemos a oportunidade de conhecer uma ilha, Magaruque. Incluso no pacote ida e volta de barco, “snorkelling”, e alimentação.

Uma delícia estar em meio aquela imensidão de azul, quase perdi o almoço preparado no barco porque não queria sair do mar, já que estava vendo os peixes mais lindos, tinha que era verde, azul, amarelo, rosa e roxo. Foi maravilhoso.
Fizemos amizade com moradores locais e pudemos participar de um jantar muito gostoso na casa da Eugênia, aprendi a comer Caranguejo com matapa, couve com molho de amendoim, tipicamente moçambicano.
Tínhamos feito amizade com um casal super querido e especial dos Estados Unidos que são voluntários pela Peace Corp. na África do Sul. Já estão na África por quase três anos, os admirei muito pelas histórias que contavam. E fiquei feliz por Moçambique estar numa fase tão pacífica, diferente do vizinho África do Sul, que ainda tem marcado as conseqüências dos anos de Apartheid.Então na noite do dia 31 fizemos um jantar muito gostoso de peixe e um amigo secreto. Depois vimos uma queima de fogos que aconteceu no hostel vizinho, e fomos ali perto para dançar, acreditem “Gangham Style”, Selim, amiga coreana tentou novamente me ensinar, mas não deu muito certo.
Começamos a viagem de volta no dia 2 de Janeiro, mais um ônibus chapa de vilanculus até Chimoio, uma cidade que já conhecíamos e sabíamos que tinha um hostel de uma alemã, encontramos lá três pessoas que vimos em Vilanculus. Eles estavam indo para o Malauí, mesmo caminho que nós que moramos quase na fronteira. Então na madrugada seguinte outro ônibus chapa até Tete, e assim mais duas chapas verdadeiras e um pouco de caminhada e estávamos de volta.

E assim foi o segundo fim de ano fora de casa, mas rodeada de amigos e pessoas muito queridas.

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