Segundo fim de ano fora de casa, mesmo que com muita saudade
da família é muito bom. Ano passado no inverno de Pittsburgh e Nova Iorque e
neste ano no verão de Maputo e Vilanculos.
Eu,Luísa e Maurício saímos de Chiúta no dia 14 de dezembro e
depois dos nossos dois dias de viagem chegamos em Maputo. E trabalhamos alguns
dias na tradução de relatórios, até que nossos colegas de Michigan que estão em
outros projetos se juntaram a nós.
Dia 21 saímos e fomos ao centro de Moçambique. Conhecemos um
lugar chamado Fortaleza, com vários canhões da época da guerra de libertação. E
ali perto estava o “Maputo Shopping”, foi quando atacamos pizzas e eu comi
sorvete depois de 4 meses, muito tempo para mim...louca por doces! Haha
Mas no dia seguinte é que eu me diverti em Maputo...fomos á
uma feirinha de artesanato em uma praça, muitas coisas lindas! E os vendedores
vinham e ofereciam um preço, mas eu dizia que estava caro então ele ofereciam
outro preço e no fim saí com várias coisinhas e... 2 REAIS!
Estava quase indo embora e um dos vendedores chegou “Amiga
brasileira, amiga brasileira! Troca para mim!” Olhei e eram 2 Reais.Pensei que
seria um pouco complicado para ele trocar um valor tão baixo em uma casa de
câmbio. “Ok, 30 Meticais para você e os 2 Reais para mim.”
Depois pegamos a querida “Chapa” e fomos para a Junta, uma
rodoviária de chapas. Queríamos comprar a passagem de ônibus para Vilanculus,
mas não era possível. Somente na hora.
Então voltamos ao shopping e...cinema! Em 3D!Realmente não
imaginei que iria ao cinema aqui,mas foi muito, muito legal! Então, estou
desinformada de todos outros lançamentos, mas “O Hobbit” eu vi. Hahaha
Na noite do 24 de dezembro fizemos um jantar bem simples e
bem gostoso. Comemos e ficamos conversando, cada um contando um pouco como o
natal é comemorado em seu país e como é a sensação do segundo fim de ano
seguido fora de casa, para 5 pessoas do nosso grupo de 7.
Dia 25 foi para arrumar as malas e descansar, porque as 4 da
manhã do dia 26 de dezembro já estávamos dentro do ônibus chapa partindo para
Vilanculus. Eu dormi, ou fingi que estava dormindo o tempo todo, era melhor.
As 2 da tarde chegamos na vila, andamos um pouco e no
caminho do hostel de para ver o Oceano Índico, ainda não vi nada igual.
Diferentes tons de azul e um pouco de verde. Maravilhoso.
Chegando ao hostel, The Beach Village, fiquei super animada, eram quartos com 4 camas
e banheiro comum, mas tudo bem limpo e organizado, uma piscina e o mar ali, bem
em frente.
Foi realmente maravilhoso, dormia no máximo 5 horas e não me
importava, queria aproveitar ao máximo esse lugar.
Tivemos a oportunidade de conhecer uma ilha, Magaruque.
Incluso no pacote ida e volta de barco, “snorkelling”, e alimentação.
Uma delícia estar em meio aquela imensidão de azul, quase
perdi o almoço preparado no barco porque não queria sair do mar, já que estava
vendo os peixes mais lindos, tinha que era verde, azul, amarelo, rosa e roxo.
Foi maravilhoso.
Fizemos amizade com moradores locais e pudemos participar de um jantar muito gostoso na casa da Eugênia, aprendi a comer Caranguejo com matapa, couve com molho de amendoim, tipicamente moçambicano.
Fizemos amizade com moradores locais e pudemos participar de um jantar muito gostoso na casa da Eugênia, aprendi a comer Caranguejo com matapa, couve com molho de amendoim, tipicamente moçambicano.
Tínhamos feito amizade com um casal super querido e especial
dos Estados Unidos que são voluntários pela Peace Corp. na África do Sul. Já
estão na África por quase três anos, os admirei muito pelas histórias que
contavam. E fiquei feliz por Moçambique estar numa fase tão pacífica, diferente
do vizinho África do Sul, que ainda tem marcado as conseqüências dos anos de Apartheid.Então
na noite do dia 31 fizemos um jantar muito gostoso de peixe e um amigo secreto.
Depois vimos uma queima de fogos que aconteceu no hostel vizinho, e fomos ali
perto para dançar, acreditem “Gangham Style”, Selim, amiga coreana tentou
novamente me ensinar, mas não deu muito certo.
Começamos a viagem de volta no dia 2 de Janeiro, mais um
ônibus chapa de vilanculus até Chimoio, uma cidade que já conhecíamos e
sabíamos que tinha um hostel de uma alemã, encontramos lá três pessoas que vimos
em Vilanculus. Eles estavam indo para o Malauí, mesmo caminho que nós que moramos
quase na fronteira. Então na madrugada seguinte outro ônibus chapa até Tete, e
assim mais duas chapas verdadeiras e um pouco de caminhada e estávamos de
volta.
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